Risco de erupção de vulcão deixa Indonésia em alerta máximo

Autoridades da Indonésia elevaram para nível máximo, nesta quarta-feira, 10, a possibilidade de erupção do vulcão Lewotobi Laki-Laki, localizado na parte oriental da ilha das Flores, no leste do arquipélago.

O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Desastres Geológicos (PVMBG) informou que, após avaliar a atividade do vulcão ao longo do ano, existe um perigo iminente de uma grande erupção.

De acordo com a agência, foram observadas chamas e expulsão de material incandescente no pico do vulcão, além de fluxos de lava nas fraturas.

A atividade vulcânica continua elevada e está em crescimento. Por precaução, as autoridades estabeleceram um raio de segurança de cinco quilômetros ao redor da cratera e proibiram qualquer atividade turística na região.

De acordo com agências internacionais, Hendra Gunawan, diretor do PVMBG, recomendou que os moradores usem máscaras para proteger o sistema respiratório dos perigos associados às cinzas vulcânicas. Ele também alertou para possíveis inundações causadas pelos fluxos de lava que podem atingir os rios.

As comunidades foram instruídas a se retirar imediatamente para locais seguros e evitar as cinzas quentes.

A fim de abrigar as pessoas afetadas, foram disponibilizados abrigos temporários que atualmente estão acolhendo cerca de 5 mil pessoas, segundo Benediktus Bolibapa Herin, um dirigente local entrevistado pela agência France-Presse (AFP).

Desde o início do ano, mais de 1.500 habitantes foram evacuados das cidades próximas ao vulcão devido ao risco de uma erupção semelhante à registrada em 1º de janeiro, que gerou uma coluna de cinzas com mais de 2.500 metros de altura.

A Indonésia é conhecida por abrigar mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 estão ativos e 65 são considerados perigosos. Em dezembro do ano passado, a erupção do vulcão Merapi, na ilha de Sumatra, resultou na morte de 23 pessoas.

Marapi é considerado um dos vulcões mais ativos da ilha de Sumatra e já havia entrado em erupção em janeiro e fevereiro deste ano.

Desde 2011, a agência de vulcanologia da Indonésia tem solicitado, por meio de cartas mensais, o fechamento de uma área de 3 km do cume para impedir o acesso dos escaladores. Esses pedidos foram enviados a uma agência local de conservação e ao Ministério do Meio Ambiente, segundo agências internacionais.

O país está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica que registra cerca de 7 mil tremores por ano, a maioria de baixa intensidade.

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