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Candidatos evitaram mencionar diretamente o ex-presidente em diversos momentos e acentuaram críticas à Bidenomics
O 1º debate das primárias republicanas para a corrida presidencial de 2024 foi realizado na 4ª feira (23.ago.2023), em Milwaukee. Com a ausência do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que disse que não compareceria por causa da vantagem nas pesquisas de opinião, os pré-candidatos focaram em críticas à administração do democrata Joe Biden e em questões como a Guerra na Ucrânia e o aborto.
Apenas 8 candidatos se qualificaram para o debate, sendo eles:
- Doug Burgum, governador de Dakota do Norte;
- Chris Christie, ex-governador de Nova Jersey;
- Ron DeSantis, governador da Flórida;
- Nikki Haley, ex-Governadora da Carolina do Sul;
- Asa Hutchinson, ex-Governador do Arkansas;
- Mike Pence, ex-Vice-Presidente;
- Vivek Ramaswamy, empresário; e
- Tim Scott, senador da Carolina do Sul.
Os candidatos foram questionados sobre Trump e as 4 acusações criminais contra ele. Outros tópicos de discussão incluíram a inflação, aborto, a imigração e a segurança das fronteiras, questões de política externa, como a Guerra na Ucrânia e China.
Leia os principais tópicos do debate de 4ª feira (23.ago):
DONALD TRUMP
O ex-presidente norte-americano, principal candidato à indicação republicana, não participou do debate. Em vez disso, gravou uma entrevista com o ex-apresentador da Fox News Tucker Carlson transmitida simultaneamente no X, plataforma anteriormente conhecida como Twitter.
Os 8 candidatos foram questionados sobre se apoiariam Trump para a presidência se ele fosse o candidato republicano e um criminoso condenado. Doug Burgum, Tim Scott, Nikki Haley, Vivek Ramaswamy, Ron DeSantis e Mike Pence levantaram a mão ao afirmar que sim.
Chris Christie, considerado o principal crítico do ex-presidente na corrida presidencial de 2024, disse que apoiaria a indicação republicana, mas criticou Trump, afirmando que seus atos estão abaixo da conduta esperada de um presidente e que ele continuamente desrespeita a constituição dos Estados Unidos.
Pence afirmou que Trump tem direito à presunção de inocência, mas que o ex-presidente pediu para se colocar acima da Constituição. “Eu escolhi a Constituição e sempre escolherei”, disse Pence.
Bidenomics
DeSantis abriu o debate com um apelo à “reversão da Bidenomics” para que os norte-americanos possam novamente “comprar carros e casas”. Ele continuou afirmando que os EUA precisam ser independentes em termos energéticos e reduzir os gastos. “Não vou decepcioná-los”, acrescentou.
Quando questionado sobre o problema de gastos nos EUA, Mike Pence disse que está “incrivelmente orgulhoso” do histórico da administração Trump e que está mais bem preparado para o cargo. “Acho que, sem dúvida, sou o mais bem preparado, o mais testado e o conservador mais comprovado nesta corrida”, disse.
Anunciado pelo presidente no final de junho, o “Bidenomics” gira em torno de 3 mudanças fundamentais, de acordo com Biden. São eles:
- investimentos “inteligentes” nos Estados Unidos;
- educar e capacitar os trabalhadores norte-americanos para promover o crescimento da classe média; e
- promover a concorrência para reduzir custos e ajudar as pequenas empresas.
GUERRA NA UCRÂNIA
“O que estamos vendo acontecer na Ucrânia é um exemplo de quando a dissuasão falha. O que temos é um exemplo da retirada desastrosa de Biden do Afeganistão e o fato dele ter dado luz verde à entrada de Putin na Ucrânia”, afirmou Doug Burgum, governador de Dakota do Norte.
Quando questionados se apoiariam ou não ajuda militar adicional à Ucrânia, DeSantis disse acreditar que mais financiamento dependeria de a Europa pagar mais, enquanto Ramaswamy afirmou que não daria mais dinheiro ao país do Leste Europeu. O empresário da biotecnologia disse que os interesses norte-americanos deveriam ter prioridade ante a guerra.
EDUCAÇÃO
DeSantis disse que os EUA precisam de educação, não de “doutrinação”. O governador da Flórida, que defende o fim do Departamento de Educação, prometeu aumentar a “compreensão cívica” nas escolas caso ganhe a corrida para a Casa Branca. Ramaswamy também defendeu fechar o Departamento de Educação norte-americano, além de direcionar o financiamento do departamento diretamente aos pais.
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