Silvinei transformou PRF em “Polícia de Governo”, diz PF


Corporação afirma que ex-diretor-geral da PRF colocou “interesses sociais e políticos” acima dos interesses da sociedade

A representação da PF (Polícia Federal) com o mandado de prisão do ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, afirma que ele transformou a corporação em uma “Polícia de Governo” ao tentar beneficiar o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições de 2022.

“Atuar de forma a determinar um policiamento direcionado com o intuito de dificultar/impedir eleitores de votarem, e mencionar que a instituição deveria escolher um lado, indica uma atuação como Polícia de Governo, colocando interesses sociais e políticos acima dos interesses da sociedade, o que é inadmissível em um Estado Democrático de Direito”, diz o documento obtido pelo Poder360. Eis a íntegra da representação (2 MB).

Silvinei foi preso preventivamente na manhã desta 4ª feira (9.ago.2023) em investigação sobre suposta interferência no 2º turno das eleições. Além disso, a PF alegou risco de interferência do ex-diretor-geral nas investigações.

A PRF, sob o comando de Silvinei, realizou 514 operações relacionadas ao transporte público de eleitores para as seções eleitorais, mesmo depois de o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, proibir qualquer operação do tipo.

Segundo a representação da PF obtida pelo Poder360, o efetivo da PRF e os pontos de fiscalização do transporte foram muito maiores no Nordeste do que nas outras regiões. O Nordeste é historicamente conhecido por votar nos candidatos do PT, onde o eleitorado do petista Lula Inácio Lula da Silva é maior quando comparado com outras regiões do país.

Além de ordenar as fiscalizações, em 29 de outubro, 1 dia antes do 2º turno, Silvinei usou as redes sociais para pedir voto para o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, maior adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Nos stories, ele publicou uma bandeira do Brasil com a seguinte mensagem: “Vote 22, Bolsonaro presidente”.



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