Sextou e foi para Orlando, diz deputado sobre Torres no 8 de Janeiro

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Rogério Correia cita documento que indicava riscos no dia 6; ex-ministro diz que deixou a secretaria às 18h e não acessou informação

O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta 3ª feira (8.ago.2023) que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres “sextou” e viajou para Orlando, nos Estados Unidos, logo antes do 8 de Janeiro. O congressista citou, durante sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura os atos extremistas, um documento que indicaria um plano de ação dos envolvidos.

Anteriormente, o ex-ministro já havia dito que “não tinha nada que indicasse atos violentos” em 6 de janeiro. No entanto, Correia citou um documento sigiloso, recebido da Secretaria do Estado de Segurança Pública do DF, que indica que Torres comandava na época do 8 de Janeiro. O documento teria sido enviado em 6 de janeiro.

“‘Entre as eventuais ações estariam a invasão de órgãos púbicos e o bloqueio em refinarias ou distribuidoras de combustíveis’. O documento chama a atenção dizendo que circulava isso nas redes sociais”, disse o deputado.

Segundo Torres, quando o documento chegou à Secretaria de Segurança do Distrito Federal, ele já tinha deixado o prédio. “Eu trabalhei até às 18h”, disse o ex-ministro.

Rogério Correia afirmou que o documento era da parte da tarde de 6 de janeiro. Também afirmou que constava a informação de que a manifestação tinha sido batizada de “Tomada de Poder pelo Povo” e que a tomada seria pela invasão do Congresso Nacional.

Torres voltou a afirmar que, se o planejamento de segurança tivesse sido seguido, o 8 de Janeiro não teria sido realizado.

Planejamento é outra história. Eu estou falando é do documento que foi feito pela sua subsecretaria e que alertava o que o senhor disse que não sabia, que viajou. A minha conclusão é que o senhor não viajou, o senhor sextou e foi embora para Orlando e Disney”, disse Correia.

Prisão de Torres

O ex-ministro foi demitido da Secretaria do Distrito Federal ainda em 8 de janeiro. Dois dias depois, o ministro Alexandre de Moraes expediu uma ordem de prisão preventiva a pedido da PF, mas Torres estava nos Estados Unidos.

Depois dos atos do dia 8, a Polícia Federal encontrou na casa de Torres a minuta de um decreto para instaurar Estado de Defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e contestar o resultado da eleição presidencial que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em depoimento ao TSE, o ex-ministro disse que “nem se lembrava” do documento e o chamou de “loucura”.

Nesta 3ª feira (8.ago), Torres negou saber quem foi o autor do documento. Também afirmou que o texto é “apócrifo” e fantasioso. “Basta uma breve leitura para que se perceba ser imprestável para qualquer fim, uma verdadeira aberração jurídica. Esse papel não foi para o lixo por mero descuido”, disse.

O ex-ministro foi preso assim que chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília. Ficou detido durante quase 4 meses (117 dias) no 4º Batalhão de Polícia Militar, no Guará, região a 15 quilômetros do centro de Brasília. Foi preso por suspeita de omissão nos atos de extremistas contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de Janeiro, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em 11 de maio, Moraes considerou o parecer apresentado pela PGR (Procuradoria Geral da República) em favor da revogação da prisão preventiva e concedeu liberdade provisória ao ex-secretário. Atualmente, Torres cumpre algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.



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