Reino Unido e Turquia fazem acordo por combate à imigração ilegal


Países dizem que vão “intensificar ações coordenadas destinadas a desmantelar redes criminosas que organizam viagens ilegais”

O governo do Reino Unido anunciou na 3ª feira (8.ago.2023) ter feito acordo com a Turquia para o aumento de ações coordenadas “destinadas a desmantelar redes criminosas que organizam viagens ilegais”. O anúncio é feito no momento em que o Partido Trabalhista, de oposição ao premiê Rishi Sunak, fala em “fracasso desastroso” na política de imigração britânica.

A Turquia e o Reino Unido também buscarão objetivos comuns em nível internacional e multilateral para prevenir movimentos migratórios irregulares e combater o contrabando de migrantes e o tráfico de pessoas”, declararam os governos dos 2 países em comunicado conjunto.

A política migratória do Reino Unido tem sido alvo de controvérsia no país. O jornal britânico The Guardian revelou em junho que o Ministério do Interior forneceu mais de £ 3 milhões em financiamento às forças de fronteira turcas no ano passado para impedir que os migrantes chegassem ao país.

Na 3ª feira (8.ago), o governo britânico disse que enviará oficiais à Turquia para trabalhar em operações conjuntas. Conforme o Reino Unido, será criado um “centro de excelência” pela polícia nacional turca, que “enriquecerá a experiência existente em ambos os países no que diz respeito a atividades destinadas a desmantelar redes criminosas que organizam viagens ilegais”.

Em meados de julho, o Parlamento britânico aprovou a lei sobre imigração que pretende impedir que imigrantes entrem de forma irregular no Reino Unido por meio do Canal da Mancha e peçam asilo em solo britânico. A legislação foi apresentada por Sunak em março.

O projeto de lei impõe ao governo a obrigação legal de deter e remover qualquer pessoa que chegue ao Reino Unido de forma irregular. Segundo o texto do documento, o objetivo da Lei de Migração Ilegal é “prevenir e dissuadir a migração ilegal e, em particular, a migração por rotas inseguras e ilegais”. Leia a íntegra (344 KB, em inglês).



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