Primeiro-ministro do Paquistão pede dissolução do Parlamento


Medida marcaria o fim do mandato de Shehbaz Sharif; eleições gerais teriam que ser realizadas em até 90 dias

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que aconselhará o presidente do país, Arif Alvi, a dissolver a Assembleia Nacional na noite desta 4ª feira (9.ago.2023). As informações são da Reuters e da Al Jazeera.

Caso o presidente paquistanês decida dissolver a Casa Baixa do Parlamento, a medida antecipará o fim do mandato de Sharif.

A dissolução também permitirá a criação de um governo interino que deverá realizar as próximas eleições gerais em até 90 dias, ou seja, novembro.

O atual governo paquistanês começou em 2018 com a eleição de Imran Khan. No entanto, o ex-primeiro-ministro foi deposto do cargo em 9 de abril de 2022 em uma votação parlamentar depois de ser acusado pela oposição de má gestão econômica. Sharif se tornou o primeiro-ministro do Paquistão 2 dias depois, em 11 de abril de 2022, e terminaria seu mandato no sábado (12.ago).

A posse do atual premiê foi marcada por protestos de milhares de apoiadores de Khan, que, na época, afirmou ter sido vítima de uma conspiração envolvendo os Estados Unidos para tirá-lo do poder.

Desde a sua remoção, o político enfrenta mais de 100 acusações que ele diz serem perseguições políticas. Em 9 de maio deste ano, ele foi preso por acusações de corrupção e solto depois de 3 dias mediante pagamento de fiança.

Na 2ª feira (7.ago), Khan foi condenado a 3 anos de prisão por vender ilegalmente presentes do Estado, avaliados em mais de 140 milhões de rúpias paquistanesas (cerca de US$ 635.000, na cotação atual). Ele negou ter cometido o crime e recorreu da decisão. No entanto, um tribunal do Paquistão rejeitou o pedido para a condenação ser suspensa.



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