Milei diz que “não dará calote” no FMI se for eleito


Candidato à Presidência da Argentina apresentou seu plano econômico ao fundo em reunião nesta 6ª feira (18.ago)

O candidato à Presidência da Argentina Javier Milei disse ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que, caso seja eleito, não dará calote na instituição nem em credores externos. As informações são do jornal argentino Clarín.

Em reunião virtual realizada nesta 6ª feira (18.ago.2023), Milei apresentou seu plano econômico financeiro ao fundo monetário. A Argentina fechou acordo para pagar US$ 44 bilhões ao fundo.

Em nota, o FMI afirmou que “a discussão foi uma oportunidade para trocar pontos de vista sobre as atuais perspectivas econômicas da Argentina e entender suas prioridades de política no setor”.

Na próxima 3ª feira (22.ago.), o atual ministro da Economia e candidato do governo à Casa Rosada, Sergio Massa, terá reunião com o FMI para debater o desbloqueio de US$ 7,5 bilhões do programa de empréstimos para o país.

A Argentina vive uma crise econômica com alta dos preços e grande desvalorização cambial.

A inflação está em 113,4% no acumulado dos últimos 12 meses. Na 2ª feira (14.ago), o BCRA (Banco Central da Argentina) aumentou a taxa de juros do país em 21 pontos percentuais. A taxa básica Leliq está agora em 118% ao ano.

QUEM É MILEI

Javier Gerardo Milei tem 52 anos, é formado em economia e liderou com 30,4% dos votos a eleição primária de 13 de agosto de 2023 na disputa pela Presidência da Argentina. Ele está à direita no espectro político ideológico, com ideias ultraliberais na economia. Defende fechar o Banco Central do país, acabar com o peso e usar o dólar dos EUA como moeda local.

O candidato concorre à Casa Rosada pela coalizão La Libertad Avanza. Milei se autodefine como “anarcocapitalista” e “libertário” –é contra a interferência do Estado na sociedade e a favor do sistema de livre mercado. Diz que seu programa será uma “motosserra” para cortar gastos públicos. Afirma que o aquecimento global é uma mentira, é a favor da venda de órgãos e defende o sistema de educação não obrigatório e privado.

Leia mais aqui sobre quem são os candidatos a presidente na eleição de 22 de outubro de 2023 na Argentina.



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