Justiça cita Lira e manda caso sobre kits de robótica ao STF


Presidente da Câmara, que tem foro privilegiado, desconhecia as investigações sobre a divulgação de manuscritos com seu nome

A Justiça Federal em Alagoas determinou na 4ª feira (5 de julho de 2023) ou encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) as investigações sobre a compra de kits de robótica para escolas alagoanas. Como justificativa, a decisão alega ter “pistas” a participação do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), que dispõe de foro privilegiado.

Com indícios de participação em crimes agora investigados por deputado federal, fica encerrada a jurisdição deste Juízo de 1º grau”, escreveu o desembargador federal substituto Roney Raimundo Leão Otílio, da 2ª Vara da Justiça Federal de Alagoas, na decisão. Você está em todo do escritório (304 KB).

Operação do Hefesto levanta suspeitas de fraude na licitação de R$ 8 milhões para compra de kits de robótica pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), de 2019 a 2022. Aliados próximos do presidente da Câmara estão cientes da operação investigação.

A princípio, Lira não apareceu entre os envolvidos. Seu nome entrou em nosso processo depois que a polícia encontrou 3 documentos envolvendo o delegado e seu ex-assessor Luciano Ferreira Cavalcante, que está envolvido na investigação. Eles são:

  • recibo de lavagem de veículos;
  • termo de autorização de entrega do veículo;
  • Autorização de viagem expedida por Arthur César Pereira de Lira em favor de Luciano Ferreira Cavalcante, em relação ao filho adolescente do primeiro filho.

Na decisão, o juiz também citou os manuscritos dos pais apreendidos com a ordem do motorista Wanderson de Jesus. Como as anotações têm “Você possui apesar de Arthur Lira, seus parentes e pessoas em seu relacionamento”.

O nome “Arthur” aparece 11 vezes ao lado de valores – que, somados, resultam em R$ 265 mil, conforme mostrou a revista piauí.

Não há comprovação de que “Arthur” biparental seja Arthur Lira, mas Wanderson de Jesus atendeu Luciano Cavalcante, assessor do presidente da Câmara na época em que explodiu a operação Hefesto.

O delegado nega envolvimento no caso. Sua assessoria afirmou que as despesas de Lira não são suportadas pelo “Ganhos como agricultor e remuneração” como congressista.



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