Jamais voltaria à política se fosse nomeado ao STF, diz Dino


Cotado para a vaga de Rosa Weber, ministro da Justiça declara que convite para à Suprema Corte não se recusa

Cotado para assumir a vaga deixada por Rosa Weber no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concretize a indicação do seu nome, “jamais” voltaria à política.

“Se um dia, talvez, eu fosse para o Supremo e pensasse em retornar à política, haveria uma premissa de que eu usaria a toga para ganhar popularidade. Isso eu não farei, ou faria. Jamais. Seria uma decisão definitiva. Ou será, sei lá”, disse Flávio Dino em entrevista ao jornal O Globo publicada neste sábado (30.set.2023).

O ministro, que é ex-juiz federal e mestre em direito constitucional, declarou que não negaria um eventual convite de Lula para o STF. Segundo ele, aceitar a incitação seria “quase um dever funcional”. 

“Se o presidente da República convida, é muito difícil dizer não. Vou estar desdenhando do STF, é descabido. Mas ele [Luiz Inácio Lula da Silva] nunca falou comigo sobre o Supremo, sequer insinuou”, disse Dino. 

Vaga

Rosa Weber se aposentou neste sábado (30.set.2023). O decreto que concede sua aposentadoria foi publicado no Diário Oficial da União de 6ª feira (29.set.2023). Além de Dino, são considerados para ocupar a vaga o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas.

Os 3 sentaram-se lado a lado na 5ª feira (28.set.2023) durante a cerimônia de posse do ministro Roberto Barroso como presidente da Suprema Corte. A mesma cena se repetiu durante a posse do ministro Cristiano Zanin, em 3 de agosto.

Veja os 3 sentados lado a lado na foto abaixo:



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