Infra em 1 minuto: Aliança Estratégica Brasil-Argentina


Pedro Rodrigues fala também sobre a destinação de insumos para subsidiar o gasoduto Presidente Néstor Kirchner

QUALQUER Power360em parceria como CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança nesta 6ª feira (6.julho.2023) mais um episódio do programa “Abaixo em 1 minuto”. Em análises semanais, Pedro Rodrigues, sócio da consultoria, fala sobre os principais assuntos que marcarão a semana no setor de energia.

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Neste 49º episódioPedro Rodrigues fala sobre o Plano de Ação para o relançamento da Aliança Estratégica Brasil-Argentina, composto por cerca de 90 ações que abordam desde questões econômicas até diretrizes socioambientais.

O sócio da CBIE destaca o financiamento do gasoduto Presidente Néstor Kirchner, popularmente conhecido como gasoduto Vaca Muerta, que se enquadra no escopo da primeira ação, cujo objetivo final é viabilizar a entrada do gás argentino no mercado brasileiro. A ideia é que a entrega de combustível por dutos possa torná-lo mais acessível, reduzindo, por meio da diversificação de fornecedores, a dependência do gás boliviano e a importação de GNL.

Para Pedro Rodrigues, para “Cooperação para a consolidação de um mercado de minerais críticos na América do Sul é benéfica para todos os países que possuem reservas desses recursos“.

Agora, é preciso avaliar se cada país cumprirá, de fato, suas responsabilidades. Ao contrário, a Argentina se tornará, juntamente com Venezuela, Moçambique e Cuba, mais um membro do grupo de países não afiliados como o Brasil“, afirma.

Assistência (2min37s):

INFRA EM 1 MINUTO

Episódio 44:

Pedro Rodrigues fala sobre o término do prazo de concessão de 21 distribuidoras de energia elétrica. Ele critica a ausência de regras e um posicionamento do Ministério de Minas e Energia sobre o assunto.

Os contratos vencem entre 2025 e 2031. De acordo com o TCU (Tribunal de Contas da União), a renovação dos processos de renovação de concessões deve ser concluída pelo menos 3 anos antes da assinatura de dois contratos. Pedro Rodrigues diz ainda que, com a expansão da geração distribuída de energia e maior adesão ao mercado livre de energia, é preciso atualizar os antigos modelos de concessão.

É verdade que ninguém se beneficia com o atraso na definição das receitas do setor. Os agentes privados não conseguem planejar com eficiência e antes da alocação de seus recursos e os consumidores, principalmente os pertencentes ao mercado livre e os micros e minigeradores, pagam tarifas mais altas, devido a distorções nos indicadores utilizados no cálculo tarifário“, critica o sócio da CBIE.

Assistência (2min19s):

Episódio 45:

Pedro Rodrigues fala sobre o anúncio do novo POTEE (Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica). Divulgado pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveirano início de maio, o projeto prevê como serão investidos R$ 56 bilhões em linhas de transmissão para escoamento de fontes renováveis ​​na região Nordeste.

Os aportes do POTEE serão divididos em 3 grandes blocos, com um total de 24 lotes, até 2024. Além do investimento do poder público, o MME (Ministério de Minas e Energia) estima que o plano pode viabilizar a instalação de 30 gigawatts de capacidade de geração renovável, ou seja, que poderão destravar mais de R$ 120 bilhões em investimentos privados.

“Com o crescimento das fontes renováveis ​​na região, que apresenta alto potencial de geração eólica e solar, fica cada vez mais evidente para os reguladores e operadores do sistema a necessidade de ampliar e atualizar a infraestrutura de transmissão”diz Rodrigues.

O sócio do CBIE destaca que, se as contribuições não forem bem-sucedidas, a rede como um todo será beneficiada. “A atualização e construção de novas linhas aumentarão a confiabilidade do sistema no atendimento à demanda, além de garantir um melhor aproveitamento do potencial renovável da região, com quebra de novas linhas e maior estabilidade da frequência de carregamento”, declara.

Assistência (2min14s):

Episódio 46:

Pedro Rodrigues fala sobre a iniciativa do governo de Minas Gerais para que o Estado seja o polo produtor da extração e beneficiamento do minério de lítio. Em 9 de maio, o governador romeu zema (Novo) participou de evento na Nasdaq, em Nova York, para o lançamento global da iniciativa Vale do Lítio, ou Lithium Valley Brazil.

O plano foi elaborado pela Invest Minas, agência de promoção de investimentos e comércio exterior do Estado, com o objetivo de promover a exploração de dois recursos naturais da região do Vale do Jequitinhonha.

Segundo o sócio do CBIE, o projeto vai promover a criação de um polo de extração e beneficiamento de lítio, bem como a fabricação de produtos que utilizam o mineral como insumo. Da mesma forma, Minas Gerais tem a oportunidade de se posicionar como um player central no desenvolvimento do mercado mineral crítico latino, podendo servir de exemplo para a exploração de outras áreas potenciais no território nacional.

Assistência (2min29s):

Episódio 47:

Pedro Rodrigues fala sobre como o lançamento dá iniciativa Lithium Valley Brasil Chame a atenção para esses dois carros elétricos. O projeto foi lançado mundialmente em 5 de maio de 2023, na Bolsa de Valores de Nova York, e tem como objetivo desenvolver no Brasil o litio, mineral essencial para a produção de baterias usadas em veículos elétricos.

Para Pedro Rodrigues, ainda existem desafios para a popularização de dois carros elétricos, que, segundo ele, muitos tratam como solução para o problema das emissões de dióxido de carbono. “Os países com as matrizes mais poluídas não podem esperar resolver seus problemas com a simples eletrificação de seus transportes”destaque.

Um estudo da montadora multinacional Stellantis, do grupo Fiat Chrysler, mostrou que veículos elétricos abastecidos com eletricidade da matriz elétrica brasileira emitem menos gás carbônico do que veículos movidos a etanol. Enquanto isso, quando comparados à eletricidade segundo a matriz europeia, os carros movidos a etanol geram menos emissões de gás carbônico.

Pedro destaca que, apesar de gerarem menos emissões de gás carbônico no Brasil, os carros elétricos enfrentam obstáculos para se popularizarem no país, como os altos preços para aquisição e a falta de infraestrutura para recarga.

“A eletrificação de dois transportes, no caso brasileiro, pode contribuir muito para a descarbonização, mas é preciso considerar que, hoje, os carros a etanol serão, por um período considerável de tempo, alternativas muito mais viáveis”diz Pedro Rodrigues.

Assistência (3min):

Episódio 48:

Pedro Rodrigues fala sobre as diferenças no setor de gás natural do Brasil, observadas a partir do anúncio do programa “Gás para Empregar” pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) em março de 2023.

O programa “Gás para Empregar” visa aumentar o escoamento de gás natural na costa brasileira para a produção de insumos. Por isso, uma maior oferta de gás seria necessária para reduzir o preço do combustível, o que geraria desentendimentos entre os dirigentes do setor, principalmente entre o ministro Alexandre Silveira e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Para Pedro Rodrigues, o principal ponto de discussão é o fato de o Brasil ser um grande produtor de gás, mas, ao mesmo tempo, um grande importador. Essa situação é atribuída aos altos níveis de reinjeção nos campos produtores”afirma.

segundo dado dá ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ou o Brasil produzirá 137 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural em 2022, dos quais 68 milhões de metros cúbicos serão reinjetados. Esse nível de reintegração foi criticado pelo ministro Alexandre Silveira, que, segundo ele, estaria acima da média mundial observada em outros países.

O presidente da Petrobras rebate as críticas de Silveira e diz que “Não há sobra de gás e a Petrobras não tem gáss”. Segundo Jean Paul Prates, os altos níveis de reintegração é uma decisão baseada nas necessidades técnicas e operacionais da empresa.

Pedro aponta que o alto percentual de reinjeção no país também está associado à falta de infraestrutura para a entrega do gás natural. “Nesse contexto, para ampliar a oferta de gás natural e consequentemente baratear o preço da molécula, é necessário que as autoridades do setor cheguem a um acordo sobre o nível real de reinjeção, o que certamente não é o atual.“, afirma.

Assistência (3min09s):



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