Hamas deve libertar crianças israelenses, pede Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soltou uma nota nesta 4ª feira (11.out.2023) e pela primeira vez citou o grupo extremista Hamas, que sequestrou mais de 100 israelenses desde sábado (7.out). “É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses que foram sequestradas de suas famílias”, escreveu o petista nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, Lula, que endereçou sua nota como um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, fez também um pedido para Israel, que foi alvo dos ataques do Hamas e reagiu bombardeando a Faixa de Gaza, região controlada pelo grupo extremista pró-Palestina: “É preciso que Israel cesse o bombardeio para que as crianças palestinas e suas mães deixem a Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito. É preciso que haja um mínimo de humanidade na insanidade da guerra”.

A nota desta 4ª feira do presidente brasileiro tem um tom um pouco diferente de sua primeira manifestação sobre a guerra iniciada pelo Hamas contra Israel. No sábado, o presidente disse condenar o que classificou como “ataques terroristas”, mas não citou o nome do Hamas, que já havia assumido a autoria dos bombardeios.

ENTENDA O CONFLITO

Embora seja o maior conflito armado na região nos últimos anos, a disputa territorial entre palestinos e judeus se arrasta por décadas. Os 2 grupos reivindicam o território, que possui importantes marcos históricos e religiosos para ambas as etnias.

O Hamas (sigla árabe para “Movimento de Resistência Islâmica”) é a maior organização islâmica em atuação na Palestina, de orientação sunita. Possui um braço político e presta serviços sociais ao povo palestino, que vive majoritariamente em áreas pobres e de infraestrutura precária, mas a organização é mais conhecida pelo seu braço armado, que luta pela soberania da Faixa de Gaza.

O grupo assumiu o poder na região em 2007, depois de ganhar as eleições contra a organização política e militar Fatah, em 2006.

A região é palco para conflitos desde o século passado. Há registros de ofensivas em 2008, 2009, 2012, 2014, 2018, 2019 e 2021 entre Israel e Hamas, além da 1ª Guerra Árabe-Israelense (1948), a Crise de Suez (1956), a Guerra dos 6 Dias (1967), a 1ª Intifada (1987) e a 2ª Intifada (2000). Entenda mais aqui.

Os atritos na região começaram depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) fez a partilha da Palestina em territórios árabes (Gaza e Cisjordânia) e judeus (Israel), na intenção de criar um Estado judeu. No entanto, árabes recusaram a divisão,alegando terem ficado com as terras com menos recursos.

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Ataque a Israel

O Hamas, grupo radical islâmico de orientação sunita, realizou um que ataque surpresa a Israel no sábado (7.out). Israel declarou guerra contra o Hamas e começou uma série de ações de retaliação na Faixa de Gaza, território palestino que faz fronteira com Israel e é governado pelo Hamas.

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Os ataques do Hamas se concentram, até o momento, ao sul e ao centro de Israel. Caso o Hezbollah faça novas investidas na fronteira com o Líbano, um novo foco de combate pode se estabelecer ao norte de Israel.

O tenente-coronel israelense, Richard Hecht, afirmou que o país “olha para o Norte” e que espera que o Hezbollah “não cometa o erro de se juntar [ao Hamas]”.

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Saiba mais sobre a guerra em Israel:



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