França proíbe venda e uso de fogos de artifícios em feriado


Medida foi tomada “para prevenir o risco de graves perturbações da ordem pública” após onda de protestos

PARA França Proibir a venda ou uso de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos durante o fim de semana de 14 de julho, data em que se comemora o feriado da Bastilha Queda. A decisão ocorre após uma onda de protestos pela morte de um adolescente pela polícia francesa.

Segundo ou decreto (todo – 135 KB) publicado em Diário Oficial não domingo (9 de julho de 2023), como foi tirado “prevenir o risco de graves perturbações da ordem pública” durante as festividades. “É proibido vender, portar, transportar ou utilizar artefatos pirotécnicos e fogos de artifício em todo o território nacional”, le-se nenhum documento.

Estão isentos da proibição os profissionais autorizados e os locais onde se realizam as festividades oficiais da data que marca o início da Revolução Francesa, em 1789.

PROTESTOS

Na manhã do dia 27 de junho, por volta das 8h15 locais (3h15 de Brasília), um jovem de 17 anos foi parado em uma blitz que ocorria na avenida Joliot-Curie, em Nanterre, região metropolitana de Paris.

Segundo a polícia, os seguranças fiscalizavam uma Mercedes que supostamente trafegava em faixa exclusiva de ônibus. Na ocasião, a polícia local confirmou que o motorista do veículo se recusou a parar e avançou contra dois agentes. A polícia, então, agarra o peito do jovem.

Entretanto, um vídeo publicado no Twitter depois que o caso foi visto pelo público mostra uma versão diferente. Nas imagens, 2 policiais estão posicionados próximos a um carro amarelo e parecem impedir o avanço do veículo. Um deles, de pé e encostado no para-brisa, aponta uma arma para o motorista. O carro, enquanto avança, o policial atira. De imediato, é possível perceber que o carro bateu em um poste.

Segundo o Ministro do Interior, Gerald DarmaninO policial responsável pelo tiroteio está sob custódia. Além disso, duas questões foram abertas pela Inspeção Geral da Polícia Nacional para apressar o caso.

Após a morte do adolescente, a França enfrentou uma onda de protestos. Equilíbrio de Ministério do Interior da França, divulgada na semana passada, aponta que o número de presos capturados foi de 3.500 pessoas e 12.200 veículos foram incendiados – além da depredação de mais de 1.000 bens, entre escolas e prefeituras. Entre os presos, cerca de 1.200 são menores de idade. O ministério estima prejuízos em mais de 1 bilhão de euros (R$ 5,2 bilhões a preços atuais).

ou presidente da França, Emmanuel Macrondiz na 3ª feira (4 de julho) que apresentar uma lei de caráter urgente para reparar os danos que as manifestações ocorridas na última semana nos deixaram. O líder francês diz que os dois protestos passaram, mas que continua “cauteloso”.



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