Bolsonaro critica tributária e diz que PL tentará alterar texto


Ex-presidente disse que a proposta prejudica o agronegócio brasileiro; estava ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que defende a reforma

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na 6ª feira (25.ago.2023) que seu partido atuará para conseguir alterações na reforma tributária. Embora o texto ainda precise ser aprovado no Senado e tenha previsão para vigorar só a partir de 2025, Bolsonaro disse que a PEC 45 de 2019 já causa “problemas para o agro”.

“Não podemos deixar que péssimos brasileiros realmente entreguem a nossa nação ao estrangeiro. A reforma tributária, mesmo aperfeiçoada no Senado, ainda causa problemas para o agro. [A gente] espera resolver isso, obviamente com o nosso partido, com partidos aliados até a votação no Senado e talvez uma maior votação na Câmara dos Deputados”, disse Bolsonaro durante da Festa do Peão em Barretos (SP).

Ele estava ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com quem teve divergências sobre o assunto em julho. Na época, enquanto o governador de São Paulo falava sobre a necessidade de fazer a reforma, Bolsonaro era contra.

“Quem era o Tarcísio? O Tarcísio não queria ser candidato. Eu o convenci com o argumento que só posso falar se ele me autorizar, e ele se convenceu”, disse o ex-presidente em 6 de julho, véspera da aprovação da reforma na Câmara.

Durante uma reunião do PL para tratar do assunto, Bolsonaro também se disse chateado com Tarcísio. Na ocasião, o governador foi vaiado pelos presentes. Dias depois, em 9 de julho, Tarcísio jogou panos quentes na discussão e disse que “sempre” seria leal a Bolsonaro.

“O presidente é um grande amigo. A gente pode divergir em alguns pontos sobre a reforma, é normal. Não é possível que a gente vá sempre concordar em tudo”, disse.

CAMINHO DA REFORMA

O texto da PEC 45 passou a tramitar em 2019. Em 2021, houve avanço nas discussões com apoio do governo de Jair Bolsonaro.

Na época, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) apresentou um relatório para a proposta, mas o texto não foi deliberado pelo plenário da Casa.

Embora tenha passado por modificações desde então, a tributação do consumo no destino e não na origem sempre foi o ponto principal da reforma.

O governo Lula espera aprovar a PEC até o fim de 2023. O texto está no Senado sob a relatoria do Senador Eduardo Braga (MDB-AM).



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